quarta-feira, 22 de maio de 2013

ANÁLISE SOBRE ARTIGO


Artigo analisado: Contrações concêntricas antes do alongamento estático diminuem, mas não anulam, os déficits de força induzidos pelo alongamento.
O objetivo do artigo é analisar os efeitos das contrações concêntricas e do alongamento passivo na rigidez dos tendões dos músculos analisados e na produção de força. Dados importantes do estudo:

  •            Músculos analisados: tríceps sural e gastrocnêmio medial.
  •      18 voluntários saudáveis foram submetidos aos testes
  •           Torques musculares foram gravados por um dinamômetro isocinético   simultaneamente ao uso da EMG.
  •             Músculos foram analisados nos momentos ativo e passivo


Foram realizados dois testes: No primeiro “os sujeitos realizaram seis contrações concêntricas voluntárias máximas em rampa, com duração de 8s antes de repetição ambos os testes passivo e concêntrico”. Obtendo os seguintes resultados: O momento concêntrico foi significativamente reduzido assim como  a rigidez do tendão de Aquiles. No segundo teste “ Os sujeitos então realizaram três alongamentos estáticos do flexores plantares com duração de 60s, antes de serem retestados 2 e 30 min pós-alongamento”. O resultado encontrado foi uma redução adicional no momento articular concêntrico após o alongamento em 90% da ADM.

Como conclusão  do artigo temos que o alongamento isolado  ou quando precedido por contrações isométricas pode temporariamente (tempo menor que 30 segundos)reduzir a força dos flexores plantares e após 30 minutos ainda se pôde observar a redução de força. Reduções de força ocorrem quando contrações concêntricas precedem o alongamento, o que pode influenciar na performance e nos riscos de lesões. Ou seja, o artigo nos traz a ideia de que alongamento estático provoca diminuição de força muscular. Informação essa que vai ao encontro do que vimos em aula. Dois aspectos fisiológicos nós utilizaremos como base para “defender” a ideia trazida pelo artigo: RELAÇÃO TENSÃO-COMPRIMENTO MUSCULAR E VISCOSIDADE DO TECIDO.




De forma simplista podemos afirmar que o sarcômero quando se encontra em posições extremas perderá sua capacidade de formar pontes cruzadas e realizar a contração muscular. O alongamento estático leva o indivíduo a realizar movimentos com grandes amplitudes, fazendo com que o músculo permaneça com seus sarcômeros “estirados”, diminuindo assim a produção de força antes e durante o exercício a ser realizado. Comprimentos Intermediários: Representados no pico do gráfico mostram que essa é a distância ideal para gerar força  e consequentemente gerar as pontes cruzadas.

Outro fator que também influencia na atividade muscular é a chamada viscosidade do tecido muscular. O artigo nos traz que: “O aquecimento imposto aos sujeitos antes do alongamento parece influenciar fortemente as perdas de força induzidas pelo alongamento”. Relacionamos este fato com a viscosidade do músculo ter diminuido, pois o aquecimento imposto provocou diminuição da viscosidade do tecido e por consequência aumento da flexibilidade. Esse aumento da flexibilidade potencializou o alongamento, fazendo que a perda de força pelo alongamento fosse aumentada. Mas o que é viscosidade? Viscosidade é o índice de atrito que as moléculas de determinado meio aplicam entre si. Sabemos que quanto mais aquecido esse meio, menos atrito é gerado pelas moléculas. Logo: quanto mais aquecida a musculatura se encontra, menos viscosidade e mais flexível ela será .

A relação tensão-comprimento do sarcômero juntamente com a viscosidade do tecido, nos levam a acreditar que sim, alongamento pré exercício diminui produção de força. Mas o que sentimos falta no artigo foi a comparação dos testes com grupo controle, já que o estudo faz menção a diminuição da força, mas não cita em comparação a outro grupo. 

sábado, 11 de maio de 2013

Sistema Endócrino - Parte Três


PÂNCREAS

Tanto exócrino como endócrino. Mas falaremos um pouco apenas da parte endócrina nesse momento. Parte essa é fundamentalmente centrada nas Ilhotas de Langerhans, onde se encontram as células Alfa (secretam glucagon), células Beta (secretam insulina) e as células Gama (secretam somatostatina).

- Insulina: ativa a translocação de GLUT 4, por uma via de sinalização intracelular, dessa forma estimula a captação de glicose. Além disso ela estimula a síntese de proteínas e também a síntese de triglicerídeos, pela via da lípase lipoproteica.

- Glucagom: estimula a glicogenólise, ou seja, a quebra de glicogênio de forma a liberar glicose para a corrente sanguínea, mas ao mesmo tempo estimula a lipase hormônio sensitiva, estimulando a quebra do triglicerídeo e a disponibilização de ácidos graxos livres na corrente sanguínea.
Agora, como esses dois hormônios e o nível de glicemia se comportam em um indivíduo normal em condições de exercício?




Explicando o gráfico da relação com a glicemia: 

  • O indivíduo treinado terá a sua via Lipolítica mais ativa, então usará mais ácido graxo para a geração de energia, poupando glicose. Por isso o seu nível de glicemia não diminui, e se mantém quase constante. Já o indivíduo destreinado, usará mais glicose na realização do exercício.
  • Os níveis de glucagom aumentam mais no indivíduo destreinado pois como a glicemia está baixando, o glucagom aumenta com o intuito de quebrar mais glicogênio e suprir as energias.
  • O exercício aumenta a sensibilidade de captação de insulina e a translocação de GLUT 4  para uma via independente de insulina. E é por isso também que os níveis de secreção de insulina caem. Então a captação de glicose não ocorrerá pela insulina, e sim por uma via independente dela.

O que parece é que a resposta do indivíduo treinado é mais atenuada, não muda bruscamente. E por que isso acontece? Porque o indivíduo treinado utiliza mais e melhor gordura, “poupa” carboidrato.

Em uma relação de intensidade do exercício, os níveis de glicemia sobem um pouco, mas depois tendem a cair. E é preciso tomar cuidado com isso, pois pode-se chegar a hipoglicemia.

Mas como se determina a hipoglicemia? Normalmente acontece em condições de jejum. Mas não tem um valor exato, pois depende de cada indivíduo, baseado em sintomas, definida por critério clínico. E quanto mais sedentária for a pessoa, maior é o risco de hipoglicemia.

E como seria essa relação em indivíduos com diabetes?


DIABETES:



Melitus e Insipidus, que são completamente diferentes um do outro. O que possuem em comum é a poliúria (muita urina), a polidipsia (muita sede), e a polifagia (come muito).

- Insipidus: falta de ADH (hormônio antidiurético), tem uma incapacidade de produção desse hormônio. É o menos frequente dos tipos de diabetes.

- Melitus: alta glicemia, e se difere em tipo I e tipo II.




- um Caso curioso do tipo II: o sistema de controle da glicemia e da secreção de insulina é baseado na própria glicemia, então quando a glicemia sobe, se estimula a secreção de insulina, quando a glicemia cai, se estimula a secreção de glucagom. Então, em um paciente hiperglicêmico e que apresenta resistência a insulina, o que acontece é que a hiperglicemia estimula o pâncreas a secretar insulina, essa não consegue exercer a sua função adequadamente, pois a glicemia continua alta. E com essa glicemia ainda alta, o pâncreas continua sendo estimulado a secretar insulina, e a consequência disso é um quadro de hiperinsulinemia. Outro fator que a insulina afeta é a via simpática, então a pessoa passa a ter uma atividade simpática aumentada, levando a uma frequência cardíaca alta e principalmente um aumento na pressão arterial. Ao longo dos anos a pessoa pode vir a induzir a falência pancreática, pelo fato de o ter utilizado muito. Então o paciente passa a necessitar a aplicação de insulina.

Relação exercício com o diabético:
- aumenta a sensibilidade dos receptores de insulina
- aumenta a translocação de GLUT 4
- cronicamente (um tempo depois da realização do exercício): a célula produz mais GLUT 4.

E é importante ter cuidado com o nível de glicemia do indivíduo antes de realizar um exercício:


Em condições de exercícios, para os dois tipos de diabéticos, há uma queda de glicemia, não importando o exercício. Porém é preciso tomar cuidado com a hipoglicemia, quando esse nível fica baixo demais. Um cuidado é recomendar que a pessoa se alimente antes da realização do exercício.

É importante também observar os sinais de hipoglicemia, como a coordenação motora, e o melhor é ir testando pela fala, que é uma forma precoce de testar. Se a fala começar a falhar, tira a pessoa do exercício e dá imediatamente algum alimento que tenha bastante carboidrato, de resposta rápida, como uma bala ou biscoito. A faixa de risco mostrada no gráfico acima: com a realização de um exercício, o que pode acontecer é o nível de glicemia aumentar ainda mais, pois quando esse indivíduo está com a glicemia acima de 300 mg/dl, ele dessensibiliza receptores e o glucagom passa a responder de forma exacerbada, e despeja ainda mais glicose do que deveria, torando possível uma crise de hiperglicemia.

Há uma diferença dessa resposta do gráfico acima, para o diabético de tipo I, pois ele aplica insulina. Que é um elemento artificial, não fisiológico, então o controle é um pouco mais complicado. E essa insulina aplicada é subcutânea, de forma a fazer com que a circulação que passa por ali, vá colocando a insulina na circulação. Aplicá-la diretamente na veia provocaria um pico de insulina muito rápido.

  

A insulina mais comum é a regular, que tem ação rápida, vai aumentando na circulação, faz um pico em aproximadamente duas horas e depois cai. A insulina do tipo NPH é mais lenta, faz um pico perto de 6 a 8 horas. E é muito importante conhecer a cinética dos diferentes tipos de insulina, pois o paciente normalmente usa mais de um tipo, realizando um regime insulínico, tendo uma sequência de aplicações. Uma vez que saibamos desse regime é preciso tomar cuidado com o horário de aplicação e o horário de realização de exercícios. Pois se o paciente aplicar a insulina, regular por exemplo, duas horas antes de realizar um exercício, o pico de insulina estará finalizando, fazendo um quadro de hipoglicemia rapidamente. Portanto a solução é fazer exercícios com o paciente quando já tiver feito mais tempo de aplicação da insulina. E se por exemplo o exercício for uma hora depois da aplicação, que em teoria o pico estará acontecendo, até pode, mas é preciso tomar cuidado com o local onde foi aplicado a insulina. Pois as aplicações são rotatórias, sempre aplica-se em lugares diferentes. Então se naquele dia o exercício é voltado pra membro inferior, é recomendável que o paciente não tenha aplicado a insulina no membro inferior, pois a realização do exercício aumentará a circulação local, e isso fará com que o pico insulínico se adiante.


Outro cuidado importante é o Pé Diabético, pois o paciente com diabete tem uma dessensibilização de extremidades, fragilidade vascular aumentada. E na realização de exercícios é preciso tomar cuidado, para que ele não se machuque, ou que logo seja aplicado um curativo. Importante também tomar cuidado com o calçado, que seja o mais confortável.



A médio e longo prazo, a medida em que o diabético vai sendo treinado, quais são os resultados esperados?
 Melhorar a resistência a insulina (tanto para o tipo I quanto para o tipo II), para o tipo I isso facilita pois não terá que aplicar tanta insulina, ou tantas vezes seguido. O diabético tipo II responde melhor ao exercício, porque além de melhorar a resistência a insulina, o exercício ataca a origem do problema, que é a obesidade em muitos dos casos.

Sistema Endócrino - Parte Dois


HORMÔNIOS GONADOTRÓFICOS

Os hormônios têm diferentes resultados no homem e na mulher. No homem, a secreção é praticamente estável, já na mulher é pulsátil.  Veja o gráfico do comportamentos dos hormônios na mulher:



- Com o aumento de LH e FSH estimula a maturação folicular, e o próprio folículo começa a secretar estrógeno. Esse tem a função de preparar o útero para receber o óvulo (espessa a parede do endométrio, aumentando irrigação, produção de muco). Com a maturação total do folículo ele rompe, e então cai o nível de estrógeno. 
- O estrógeno tem também um efeito inibitório sobre e secreção de LH e FSH, então com a queda de estrógeno, os níveis de LH e FSH aumentam, ocorrendo um pico desses dois hormônios. Esse pico proporciona a liberação do óvulo de 16 a 24 horas após. A ovulação ocorre, então, próximo ao 14º dia, e com isso o estrógeno já começa a aumentar novamente. Porém, o líquido que estava no folículo coagula e forma o Corpo Lúteo, que secreta progesterona, aumentando os níveis desse hormônio a partir do momento em que se forma o corpo lúteo.
- Se houver fecundação, os níveis de estrógeno e progesterona se manterão altos pelas 9 meses seguintes, inibindo a secreção de LH e FSH. Ou seja, essa mulher , por esse tempo, não ovulará.
- Se não houver fecundação, o óvulo entra em involução em 3 dias. Com isso a progesterona e o estrógeno também começam a cair, e o resultado é que ao final do processo a capacidade de espessar a camada do útero some, então ao final dos 28 dias, a estrutura vascularizada formada no endométrio começa a descamar (MENSTRUAÇÃO). E a queda desses dois hormônios, possibilita aumentar novamente os níveis de LH e FSH, reiniciando o ciclo. O anticoncepcional aumenta os níveis de progesterona e estrógeno, inibindo o LH e FSH. E QUAL SERIA A RELAÇÃO DISSO COM O EXERCÍCIO? Exercícios normais não afetam os níveis hormonais! Maaaaaaas...

O exercício com uma demanda muito grande, faz diminuir a oferta de colesterol (quando muito magras), que é o precursor para a formação de hormônios esteroides.

- Uma mulher muito magra terá menos colesterol, diminui os níveis de estrógeno e progesterona o que pode causar a Amenorreia (atraso ou o cessar da menstruação). Isso gera um quadro de fertilidade inferior ao das outras mulheres.
- Além disso, os hormônios esteroides, em especial o estrógeno, têm relação com a densidade mineral óssea, estimula a deposição de cálcio nos ossos. Então essa mulher também apresentará uma fragilidade óssea, tendência a osteopenia e a osteoporose. 
- Uma mulher que não realize exercícios, mas que seja muito magra, também terá problemas de Amenorreia.
- Exercício também afeta diretamente os sintomas da desordem diaforética menstrual (TPM), diminuindo esses sintomas. 
  
Hormônios gonadotróficos em relação ao homem: 

- Relação do exercício com a testosterona: relação direta de intensidade/secreção. Quanto maior for a intensidade do exercício, maior será a secreção do hormônio. Também há o fato de que exercícios de maior intensidade geralmente são para aumentar massa muscular, que é justamente um dos efeitos da testosterona. A história muda quando se quer usar a resposta suprafisiológica da testosterona, quando a usa-se como recurso ergogênico. Ao se injetar ou ingerir esse hormônio para aumentar a massa muscular (anabólicos esteroides), que aumentam a massa muscular pelo aumento de síntese proteica. Porém isso pode gerar alguns efeitos:



HORMÔNIOS DA SUPRARRENAL

Faleremos de hormônios produzidos em diferentes partes da glândula suprarrenal  Cortéx da suprarrenal (Catecolaminas) e Medula da suprarrenal (Cortisol).









Cortisol: hormônio do estresse. E tem o efeito de aumentar o catabolismo de proteínas, tem ação antinflamatória (pó isso se usa corticoides em ações antiflamatórias) e sofre um aumento durante o exercício








Novamente, a história muda quando usa-se esse hormônio de forma exógena. Então, pra que se usaria o cortisol no meio do exercício? Por causa da infiltração. Por exemplo, um atleta que sofreu alguma lesão articular, faz uma aplicação intra articular de corticoides, analgésico que visam tratar aquela articulação. Porém, é recomendado se fazer no máximo três vezes ao ano, por causa do efeito catabólico proteico, o que pode prejudicar a articulação consumindo a sua estrutura proteica.

HORMÔNIOS DO CÓRTEX DA SUPRARRENAL: adrenalina e noradrenalina.



A Noradrenalina responde mais efetivamente ao estresse físico, ao passo que a adrenalina responde mais ao estresse mental. A Curva de noradrenalina chama a atenção por ser muito parecida com a curva de lactato, que estão diretamente relacionadas. Isso porque noradrenalina estimula glicólise, então quando aumenta a noradrenalina se estimula a produção de lactato em última análise.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Sistema Endócrino - Parte Um

Depois de finalizada a parte de neuromuscular, começaremos com Endocrionologia. Como o assunto é extenso, dividiremos o assunto em três partes. 


 ENDOCRINOLOGIA & NEUROHIPÓFISE E ADENOHIPÓFISE
Sempre que pensar em endócrino, nunca siga apenas o pensamento de que estuda as glândulas, pois há todo um eixo em questão, que é levado em consideração. Isso quer dizer que a endocrinologia não estuda uma única coisa, mas sim o que ocorre com o corpo na liberação de hormônios. O eixo em questão é o seguinte


Para questões didáticas, dividiremos o assunto em várias partes, mas tentando sempre fazer relações.

Eixo hipotálamo-hipofisário:

O hipotálamo e a hipófise, que se encontram na base do cérebro, se relacionam por duas formas: um sistema de comunicação a partir de tratos neuronais, com a NEUROHIPÍFISE. E outro sistema vascular, que se chama sistema Porta-hipofisário, com a ADENOHIPÓFISE.



NEUROHIPÓFISE:
Os tratos neuronais mais importantes são: o Trato da Ocitocina e do ADH. E o sistema de formação desses hormônios fica no Hipotálamo, nos corpos neuronais hipotalâmicos. Porém, não são secretados no hipotálamo, e sim na Hipófise.

Falando primeiramente sobre a Ocitocina, que não tem uma relação muito grande com a realização de exercícios: uma das suas funções é atuar na ejeção do leite durante a amamentação. Funcionando da seguinte forma: no momento em que o bebê succiona o mamilo, existe um reflexo que vai ativar a secreção de ocitocina, havendo uma contração dos cornetos mamários, (onde está o liete) e acontece então, a ejeção do leite. A não produção de ocitocina pela mãe prejudica o bebê, pois ele precisa dessa ejeção do leite, e sem ela o leite escorre pela mama, fazendo com que o bebê não consiga mamar.

A Ocitocina também age no útero, produzindo contrações uterinas vigorosas proporcionando a expulsão do bebê na hora do parto. No momento do parto, os níveis de Ocitocina aumentam na mãe, então começam as contrações ritmadas forçando o bebê a sair. No caso da mãe não ter contrações por falta do hormônio, simplesmente injeta-se ocitocina.  O Grande problema é quando há contração, mas não há dilatação do colo do útero, as contrações dentro do útero então podem prejudicar o bebê. Em últimos casos se parte para uma cesárea de emergência.

Partindo agora para o hormônio ADH (Hormônio Antidiurético ou Vasopressina), que agora esse sim tem uma relação com o exercício. Ele reabsorve água pela regulação de aquaporinas (canais de água) nos túbulos contorcidos distais do rim, estimulando a captação de água. Porque o rim primeiramente filtra o sangue, produzindo um filtrado, na ordem de 180 litros de filtrado por dia. Mas nem todo esse filtrado se converte em urina, então a maior parte é reabsorvida, em torno de 178 litros. Portanto, no aumento de aquaporinas, aumenta a quantidade a água reabsorvida. O estímulo para secreção desse hormônio é a osmolaridade plasmática. Quanto maior a osmolaridade, maior a secreção de ADH. No caso de um exercício, há desidratação, tanto por sudorese, quanto por respiração. Ocorre hemoconcentração (concentração do sangue aumenta), a osmolaridade do sangue aumenta, desidrata a célula, tendo como resultado uma maior secreção de ADH, mais reabsorção de água, urina mais concentrada. Isso acontece pois durante um exercício já perdemos muito líquido por sudorese, então é preciso conservar a água, e um desses meios é produzindo menos urina.

Por mais que haja uma relação do ADh com o exercíico, ela não á tão direta, pois podemos desidratar mais em uma condição de repouso do que em um exercício, desde que seja um ambiente quente o suficiente. E se enquanto estiver realizando um exercício, estiver fazendo uma boa ingesta de água, a secreção de ADH também diminui.

Importante: Álcool inibe secreção de ADH, então se tem diurese, por isso a sede após ingerir álcool. E quanto maior a quantidade álcool, mais diurético é. Portanto ÁLCOOL NÃO SERVE COMO REIDRATANTE.

ADENOHIPÓFISE:                                                             
O hipotálamo produz hormônios que vão agir sobre a hipófise, e essa por sua vez produzirá outros em resposta. São os hormônios RH (hormônios de liberação): GnRH, GhRH, TRH, CRH.


  • GnRH: homônio de Liberação das Gonadotrofinas. Acontece o seguinte: o hipotálamo produz o GnRH, que cai na corrente sanguínea pelo sistema Porta, e estimula a hipófise a secretar LH e FSH (Hormônios Luteinizante e Filículo Estimulante, respectivamente);
  • GhRH: hormônio de liberação do GH (hormônio de crescimento);
  • TRH: hormônio de liberação da Tirotrofinas (TSH, hormônio estimulante da titróide);
  • CRH: hormônio de liberação das corticotrofinas (ACTH, hormônio Adenocorticotrófico, que estimula a Adrenal a secretar os seus hormônios).
É por isso que o eixo hipotálamo-hipófise é o sistema central, pois se pensarmos em célula alvo:

LH e FSH = age sobre as gônadas, estimulando testosterona, progesterona, estrógeno.
GH = age sobre todo o corpo, tem uma ação sistêmica.
TRH = age sobre a tireoide para essa produzir T3 e T4.
CRH = age sobre o córtex da Adrenal, para secretar corticoides (principal deles é o cortisol).

APROFUNDANDO CONHECIMENTOS SOBRE O GH:
- relacionado com o crescimento, estimulando a síntese de proteínas, estimula catabolismo de gorduras e carboidratos.
- Na infância ele estimula crescimento dos tecidos, na maturidade ele permanece quase nos mesmo níveis, decaindo consideravelmente na terceira idade.
- Uma criança que tenha hipossecreção de GH, sofre de um tipo de nanismo, sofrendo um déficit de crescimento, e se detectado a tempo a solução são as injeções de GH. Então esse criança poderá ter um nível de crescimento perto do normal.
- Já uma criança que apresentar hipersecreção de GH terá um caso de gigantismo (2,10m, 2,30m). Caso esse que é mais complicado, porque a solução seria ou utilizar uma droga que bloqueasse o GH, que são ineficientes, ou teria que realizar uma cirurgia de ablação da glândula, e por sua localização seria uma cirurgia bem complicada.

GH em condições normais: Há variações ao longo do dia, dependendo do seu estado de atividade, e há, principalmente, um aumento muito importante no período de sono, em especial, no período de sono mais profundo (conhecido como sono REM, momento dos sonhos). E durante o sono, há vários momentos de sono REM, e a qualidade dele depende de quantas vezes e por quanto tempo se tem esses períodos de sono profundo. Sem esse aprofundamento do sono, não há essa elevação de GH. E a função desse aumento de GH durante o sono é reconstituir todas as energias gastas durante o dia, com atividade, estresse. Entretanto, o sono REM depende de outros fatores também, como o escuro, que por sua vez tem relação com a Glândula Pineal, que tem relação com a melatonina. Esse é o sistema que controla o nosso ciclo Claro – Escuro, que interfere na secreção de melatonina, que afeta a qualidade do sono e a respostas a partir disso. Portanto, um ambiente escuro é fundamental para ocorrer a secreção de melatonina, que desencadeia a secreção de GH. Ingerir muita bebida alcoólica abole o sono REM. Assim como a luz também afeta


Imagem que representa a ativação da glândula pineal e a liberação de melatonina. 

GH com relação ao exercício: os níveis de GH vão aumentar na realização de um exercício. Não imediatamente após o inicio, mas um pouco tardio (entre 15 a 30 min para começar a aumentar). E quanto maior o nível de intensidade do exercício, maior a secreção do hormônio. Isso causa outros efeitos, como a estimulação do fígado a secretar IGF 1, 2... (Fator de crescimento semelhante a insulina). Isso porque a meia vida do GH é de 1 a 2 horas, e a meia vida do IGF é de 6 a 8 horas, ou seja, a secreção de GH estimula o fígado a produzir IGF, e esse sendo o principal agente anabólico vai se manter na circulação por mais tempo, estimulando a síntese de proteínas. O GH é também utilizado como recurso ergogênico, ou seja, usado para aumentar massa muscular. Podendo causar problemas, por ter ação diabetogênica (pode acontecer um pico glicêmico/insulínico, com baixos níveis de glicose no sangue). Também estimula crescimento ósseo, em adultos em ossos chatos e curtos, como mãos, pés e crânio, então as mãos e pés crescem. Mandíbula e ossos do crânio crescem, chamando-se de acromegalia. Já, na terceira idade, há estudos que dizem que é benéfico o uso de GH, pois nessa idade os níveis de GH já estão caindo.


HORMÔNIO HIPOTALÂMICO DE FUNÇÃO SISTÊMICA: BETA ENDORFINA
Endorfina: opióide endógeno (derivado do ópio produzindo internamente).


Opióides comercializados:













A relação da Beta endorfina com o exercício: Causa um aumento de secreção desse hormônio, principalmente em intensidades maiores do que 50% de VO2 máximo, e maior do que 30 minutos. A Beta Endorfina é derivada de uma molécula maior, a  POMC(Pró Opiomelanocortina). O efeito da beta endorfina é a sensação de relaxamento. A repetição sistemática de exercícios, causa a dependência de Beta Endorfina, exatamente da mesma forma do que o uso dessa medicação provoca. Esse quadro recebe um nome, os “corredores obrigatórios”. Podendo causar um quadro de síndrome de abstinência nas pessoas que não conseguem realizar os seus exercícios diários, causando mudança de humor, ansiedade, nervosismo, aumento de frequência cardíaca e pressão arterial, em alguns casos sudorese excessiva e tremores.

HORMÔNIOS DA ADENOHIPÓFISE

TRH – hormônio de liberação da tireotrofina, que age sobre a hipófise para secretar TSH, Hormônio estimulante da Tireoide, que por sua vez secreta T3 e T4. T3: triiodotironina e T4: tiroxina





- os hormônios da tireoide estão relacionados com taxa metabólica, isto é, um aumento desses hormônios, aumenta a atividade metabólica.

E qual seria a doença da tireoide relacionada a isso? BÓCIO ENDÊMICO
Que tem uma relação com a estrutura molecular do hormônio. Acontece uma hipertrofia da tireoide acompanhado de hipotireoidismo (por causa da falta de iodo), fazendo com que a glândula não consiga formar T3 e T4. E o fato de ser endêmico significa que é restrito a alguma área geográfica.

Relação dos hormônios da tireoide com exercícios: os níveis, em repouso, são constantes, até o momento de realização de um exercício, onde ocorre um aumento dos hormônios da tireoide. Justificando um aumento de consumo de gordura, carboidrato. Entretanto, nota-se algo estranho no término do exercício, ocorrendo uma queda nos níveis de T3 e T4, mas essa vai abaixo dos níveis normais de repouso (por até 3 horas após o exercício). E depois disso ocorre o efeito rebote, levando os níveis desses hormônios de novo a aumentarem, agora em menor quantidade, para só depois estabilizar. Como se existisse um efeito rebote/elástico. E quanto mais intenso for o exercício, mais aumenta os níveis de T3 e T4.
 
 
Níveis de T3 e T4 em relação a ingesta calórica & gasto energético

 


Esse gráfico nos auxilia a entender qual o efeito que o exercício tem sobre uma dieta alimentar. Nosso organismo tende a equilibrar tudo o que entra com tudo o que sai. Por exemplo: quando fazemos uma dieta, a ingesta calórica diminui e nosso organismo reage a isso tentando nivelar o gasto calório à essa queda da ingesta. COM O EXERÍCIO FÍSICO, esse quadro muda, poisa: nos niveis de T3 e T4 aumentam, fazendo com que  o gasto calórico seja maior do que a ingesta, possibilitando assim, o emagrecimento. Essa é a explicação fisiológica de porque nem só dieta nem só exercício auxiliam o amagrecimento, mas sim, os dois juntos!


domingo, 21 de abril de 2013

Alongamento & Contração Muscular

Para finalizar (por hora) a nossa discussão sobre MÚSCULO, vamos falar de um assunto que todo mundo já conhece e que repercute bastante: ALONGAMENTO. O que é? Para que serve? Tem algum risco? Vamos ver!

Alongar: estirar as fibras musculares. Mas para que serve o alongamento? O alongamento tem três principais funções, são elas: treinar Flexibilidade, relaxamento e aquecimento. O alongamento trabalha funções diferentes conforme sua INTENSIDADE. É esse fator que determina qual será o efeito do alongamento. Vejamos:

Flexibilidade: Capacidade de realizar movimentos em determinadas amplitudes. Portanto, quanto mais amplitude de movimento (ADM) maior a flexibilidade. A flexibilidade é uma valência física, e por tanto, pode ser TREINADA, mas para treinar flexibilidade, devemos saber que ela depende de alguns fatores, como:

Mobilidade Articular – Existem articulações que graças as suas anatomias são muito mais móveis do que outras. Exemplo: Cotovelo e Ombro. Na articulação do cotovelo é possível realizar dois movimentos: flexão e extensão, e além disso, é limitada por elementos ósseos, ligamentares e musculares, Já na articulação do ombro, podemos realizar movimentos multiaxiais, isto é, movimentos em torno de vários eixos: flexão e extensão, abdução e adução e circundução.
Elasticidade Muscular – Músculos mais elásticos tendem a se estirar mais e gerar maior flexibilidade.


Massa adiposa/muscular - Músculos muito hipertrofiados e acúmulo de massa adiposa afetam a amplitude de movimento, e por consequência, afetam a flexibilidade. Nas figuras abaixo exemplos de como a massa muscular ( a esquerda) e como a massa adiposa ( a direita) podem 
 influenciar na flexibilidade.



 

















Elasticidade da pele - Idosos que perdem a elasticidade da pele, tendem a ter a amplitude de movimento diminuída. Dos fatores expostos acima, os que mais contribuem para a ganho de flexibilidade são os dois primeiros, e por isso vamos falar um pouco mais sobre eles.



É possível treinar mobilidade articular, ou seja, ganho de ADM? Sim. Mas a fase do desenvolvimento em que o indivíduo se encontra definirá o tamanho desse ganho, As crianças são as mais suscetíveis a esse tipo de treinamento, por vários motivos como: Epífises osseas não consolidadas assim como a calcificação ossea, e assim, é possível moldar, de forma mais eficaz, as estruturas articulares.

 
A articulação do quadril (coxofemoral) é uma das mais trabalhadas. Para gerar uma maior amplitude de movimento, a articulação do quadril é trabalhada no sentido de melhor acomodar o fêmur sobre seu acetábulo, tornando, por exemplo, o acetábulo mais raso. PORÉM: todo esse trabalho sobre a articulação vem acompanhado de reforço muscular que acompanha essa articulação!






Como mencionado anteriormente, para trabalhar flexibilidade devemos levar em conta o fator elasticidade muscular. Mas, o que é ELASTICIDADE? “elasticidade é a capacidade de uma estrutura se esticar e se comprimir tendo a capacidade de retornar a sua posição original”.
Como treinar elasticidade muscular? Modificando o NÚMERO de sarcômeros da fibra muscular. Lembram do sarcômero? Discutimos suas organização na primeira postagem referente a musculo. E como o número de sarcômeros influencia na elasticidade? Da seguinte forma: Uma fibra muscular terá sua elasticidade aumentada quando os sarcômeros em série aumentarem de número. (SIM! São os sarcômeros em série que alteram a elasticidade muscular e não os sarcômeros em paralelo).

Vamos visualizar:



Observando a figura acima, quando houver a contração muscular (momento em que as linhas z se aproximam) o músculo que tiver mais sarcômeros em série terá maior capacidade elástica em relação ao músculo que tiver mais  sarcômeros em paralelo. Esse movimento de comprimir e esticar durante a execução de determinado movimento é chamado excursão fisiológica. Se o aumento “sarcomérico” for no sentido paralelo, a miofibrila terá seu comprimento DIMINUÍDO, e consequentemente, seu potencial elástico diminuído.
Como sabemos se o treino de força produzirá um aumento de sarcômeros em série ou em paralelo? Simples, pela excursão fisiológica do movimento. Se a execução do movimento for realizada na excursão fisiológica normal do segmento, o número de sarcômeros aumentará em série. O que ocorre com um exercicío de hipertrofia malfeito? A pessoa executa o movimento em uma excursão fisiológica diminuída, e assim, provoca o crescimento do número de sarcômeros em paralelo. OU SEJA: TREINAMENTO DE HIPERTROFIA RESULTARÁ EM PERDA DE ELASTICIDADE MUSCULAR APENAS DE FOR REALIZADO DE MANEIRA ERRADA!
Outro fator que também influencia na elasticidade muscular ( e por conseguinte, na FLEXIBILIDADE) é a chamada Viscosidade Sarcoplásmatica, quanto MENOR a viscosidade do sarcoplasmas que envolve o músculo, maior será a sua flexibilidade. Mas o que é viscosidade? Viscosidade é o índice de atrito que as móleculas de determinado meio aplicam entre si. Sabemos que quanto mais aquecido esse meio, menos atrito é gerado pelas moléculcas. Logo: quanto mais aquecida a musculatura se encontra, menos viscosidade e mais flexibilidade. Exemplo prático: tente fazer um exercício que trabalhe sua flexibilidade no verão e faça o mesmo exercicío no inverno. No verão o resultado será muito melhor. Se fossemos montar uma equação com essas três variáveis, a viscosidade e a flexibilidade seriam as componentes inversas, quando aumentamos uma, diminuímos a outra.

TIPOS DE ALONGAMENTO
Para treinar flexibilidade usamos alongamento. Mas que tipo de alongamento? EXISTEM DIVERSOS TIPOS DE ALONGAMENTO! Vamos falar dos mais recorrentes.
Tipos de alongamento em relação aos arcos reflxos:

ALONGAMENTO ESTÁTICO
ALONGAMENTO BALISTICO
FNP
Ativa reflexo miotático inverso.
Ativa reflexo miotático.
Inibi reflexo miotático e ativa reflexo miotático inverso.

Alongamento balístico: Alongamento com insistência, consiste em uma sequência de repetições insistidas, ativa o Reflexo Miotático.
Alongamento estático: Alongamento que gera tensão muscular. É realizado um alongamento balístico e permanece nele, estaticamente, sem forçar repetições, ativa o Reflexo miotático inverso. Quanto mais tempo, mais ativado o reflexo, mais relaxa musculatura.
FNP: Facilitação neuro muscular proprioceptiva. Essa técnica utiliza a contração da musculatura a ser alongada para potencializar esse alongamento. Na posição de alongamento do musculo alvo, faz-se uma contração contra alguma resistência e em seguida alonga-se o músculo. Aquela contração provoca uma inibição do reflexo miotático por inibir o fuso muscular e potencializa o efeito do reflexo miotático inverso ao estimular o OTG!

Indicações:
Para relaxamento: alongamento estático.
Para aquecimento: inicia com alongamento estático depois troca para alongamento balístico.

ATENÇÃO: alongamento pré exercício faz potência muscular cair.

E agora para finalizar: adaptação da contração muscular durante o exercício. É DIFÍCIL CONSEGUIR REALIZAR UM EXERCÍCIO QUE CONTENHA UM ÚNICO TIPICO DE CONTRAÇÃO, PORQUE? Por um fenômeno chamado CO CONTRAÇÃO => Contração reflexa da musculatura antagonista do movimento que está sendo executado. Ou seja, por exemplo, numa extensão de cotovelo, o músculo bíceps braquial é estirado, quando isso ocorre o reflexo miotático é ativado, provocando uma leve contração desse músculo. Esse efeito de co contração tem o objetivo de estabilizar a articulação durante a execução do movimento. Quanto mais treinado for o indivíduo para fazer o gesto a ser realizado, menos co contração ocorre, por que de certa forma, a co contração é um evento que freia o movimento a ser executado.

METABOLISMO NAS DIFERENTES CONTRAÇÕES MUSCULARES.
Como reage o Consumo de oxigênio e a concentração de lactato durante exercícios com diferentes tipos de contração? 


Analisando os gráficos acima, podemos entender que:
  1. Tanto consumo de oxigênio quanto consumo de lactato são menores no trabalho excêntrico.
  2. A demanda metabólica/gasto energético do trabalho excêntrico é menor.
  3. Logo: a carga máxima de trabalho na contração excêntrica é maior.


A JUSTIFICATIVA É MERAMENTE MECÂNICA.
A fibra muscular é composta por sarcômeros e elementos elásticos. Na contração concêntrica: diminui comprimento do sarcômero e dos elementos elásticos. Excêntrica: Os componentes elásticos distendem, e com isso demandam menos energia do que na contração concêntrica,isto é: diminui o trabalho das estruturas contráteis. O sistema é mais ECONÔMICO, devido a mecânica da contração excêntrica.




Porém! O trabalho excêntrico tem suas desvantagens. 



Ck total: mede os niveis de Ck MM – Musculatura esquelética, CK MB – musculatura cardíaca, - CK BB – cerebral.


Os níveis de Creatina ,Kinase, mioglobinas e tropononina sanguineas aumentam! Isso corresponde a que: LESÃO MUSCULAR! Tanto a Ck, quanto a mioglobina e a troponina são estruturas musculares, se elas se encontram no sangue significa que houve rompimento de células musculares. Conclusão do gráfico: a contração excêntrica resulta em muito mais lesões musculares do que a contração concêntrica.
Efeito desses microtraumas: DMT – DOR MUSCULAR TARDIA.
Causada pelo processo inflamatório consequente dos microtraumas que a musculatura sofre durante o trabalho excêntrico, quanto maior for esse trabalho, mais DMT apresentará o indivíduo.